Compositores brasileiros formalizaram um processo judicial contra a cantora colombiana Shakira, acusando-a de plágio musical na canção “Bzrp Music Sessions vol. 53”, parceria com o DJ argentino Bizarrap. A ação será julgada pela Justiça do Rio de Janeiro e marca um novo capítulo em uma denúncia que havia sido apresentada de forma extrajudicial no ano passado.
Os autores da ação são Ruan Prado, Luana Matos, Patrick Graue e Calixto Afiune, além do espólio do compositor Rodrigo Lisboa. Representados pelo advogado Fredímio Biasotto Trotta, eles solicitam o reconhecimento oficial do plágio e a inclusão de seus nomes como coautores da música lançada por Shakira.


Além do pedido de coautoria, os compositores exigem indenização por danos morais, no valor de R$ 20 mil para cada autor, totalizando R$ 100 mil, além de danos materiais, cujo montante ainda será definido conforme a decisão judicial e a apuração dos valores arrecadados pela obra contestada.
Em dezembro de 2024, Shakira, Bizarrap, a Sony Music Group, a Sony Music Brasil, a Dale Play Records e outros envolvidos na produção da faixa foram notificados extrajudicialmente sobre a acusação. Até o momento da publicação, a Sony Music e o empresário da cantora não se pronunciaram oficialmente sobre o processo.
Segundo o advogado dos compositores, o diretor jurídico da Sony Music Publishing Brasil, João Diamantino, teria demonstrado interesse em buscar um acordo extrajudicial, com o objetivo de evitar um desdobramento semelhante ao caso que envolve a cantora Adele, acusada pelo compositor brasileiro Toninho Geraes de plagiar a música “Mulheres”.

A canção de Shakira se tornou um fenômeno global, impulsionada pela repercussão de sua letra, interpretada como uma resposta direta ao término do casamento com o ex-jogador de futebol Gerard Piqué. O sucesso comercial da faixa agora contrasta com a controvérsia jurídica que pode impactar seus créditos autorais.


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